500 dias com ela

500 dias com ela. Foi tudo que ele precisou para saber que coincidência é apenas coincidência. O suficiente para aprender que as coisas acontecem por acaso. Que por trás dos planos e da necessidade desesperadora de ter o outro, existem os sentimentos genuínos.
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Era apenas mais um início de ano. Seu coração, duro como uma pedra, já não suportava ficar tanto tempo congelado.
A procura incessante era traduzida num olhar frio, na dureza das palavras e na expressão carrancuda. Simplesmente ao contrário do que todos faziam. Proposital. Quem estivesse disposto a quebrar tal encantamento, seria recompensado com o mais puro dos presentes.
Um sorriso preciso, uma doçura incontrolável. Máscara perfeita e duradoura para alguém habituado à infelicidade e desconstrução.
Aprendeu, finalmente, a amar. Fez coisas que, a princípio, pareciam sinônimos da insanidade.
Perdoou, pediu, implorou, gostou, fez, se arrependeu, refez, chorou, falou e não falou.
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Já faz mais de 500 dias. Nunca acreditei em filmes.

1 comentários:

Tenho uma invejinha boa desses casais que só vemos em filmes... E em alguns casos, a sorte da vida real

 

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